SAIBA MAIS SOBRE A LEXMARK DESTRUIRÁ O REMANUFATURADO?

Nos últimos anos, foi discutido se era necessário que o vazio do cartucho remanufaturado nos EUA tivesse sido vendido nos EUA para poder ser reciclado. Em fevereiro desse ano, a Suprema Corte Americana decidiu em favor da Lexmark, declarando que só será considerada uma remanufatura legal se o vazio tiver sido vendido dentro dos EUA, o que gera problemas na captação de vazios e inviabiliza a importação de outros países. Como há muitas fábricas de remanufaturados no México e Canadá, e isenção de impostos devido ao NAFTA (North American Free Trade Agreement), era comum que remanufaturadores americanos como Clover, LMI e outros importassem cartuchos vazios do México, Canadá ou até de outros lugares.

Depois da decisão da Suprema Corte, a Lexmark já entrou com vários processos contra remanufaturadores nos EUA, que estão utilizando carcaças que não vieram de revendas Lexmark nos EUA. A esperança desses remanufaturadores é que a Lexmark tire o pé do freio nos processos por ter sido comprada por um grupo chinês que incluem a empresa chinesa APEX – fabricante de chips para remanufatura, a Lenovo e a Ninestar, uma das maiores fabricantes de compatíveis no mundo. A APEX que pertence à Ninestar, já havia comprado no ano passado um dos mais tradicionais fabricantes de chip e distribuidor de insumos nos EUA, a Static Control. A Static foi fundada por Ed Swartz e era o orgulho da indústria de remanufatura, carregando a bandeira da indústria e travando lutas épicas com os OEMs e compatíveis. Por ironia do destino, a Static Control foi comprada por uma empresa de compatíveis chinesa. Considerando todas essas quebras de paradigma, não cabe dúvida que a política agressiva da Lexmark deverá se amenizar ou decretar um cessar fogo, agora que é ela chinesa. Afinal de contas, dois de seus maiores acionistas (Apex e Ninestar) têm interesse em atender o mercado de cartuchos compatíveis e remanufaturados.

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