Na palestra de Graham J Galliford

Na palestra de Graham J Galliford, um dos maiores especialistas em fabricação de toner, ele explicou que atualmente há mais fábricas de toner na China, que em qualquer outro país. Anteriormente, as fábricas estavam no Japão, país de onde está sediada a maioria dos fabricantes como Canon, Ricoh, Brother, Konica e outras. Com o tempo, no entanto, várias fábricas se instalaram nos EUA e Europa. O crescimento do custo de produção levou muitas empresas a se mudaram para a China. Nos últimos dois anos, a Konika Minolta, Sharp e Mitsubishi Imaging fecharam plantas nos EUA. Embora muitos tenham profetizado o fim da impressão no papel, dados mostram que a redução da impressão no papel ainda é pequeno, principalmente em países emergentes. O dado mais estarrecedor de pesquisas do Gartner e outras pesquisadores foi: Inúmeros jovens relataram gostar de imprimir e ler documentos no papel impresso, apesar de do uso intenso de smartphones e do espírito de conectividade do novo mundo. Em resumo, pode-se dizer que falharam as previsões que impressão no papel acabaria nos próximos anos, assim como falharam aqueles achavam que o rádio deixaria de existir com o advento da televisão. Atualmente, existem 44 fábricas de toner na China, 21 no Japão e 17 nos EUA. Apesar do Japão ter menos da metade das fábricas mundiais, as 21 fábricas de toner no Japão, são responsáveis por 72% da produção mundial, sendo 15 fábricas dos próprios fabricantes OEM. A Mitsubishi K Imaging é uma das fábricas que não é OEM, mas que fabrica para alguns originais e para o mercado de remanufatura, possuindo atualmente três fábricas no Japão, uma fábrica no México e uma fábrica de cilindros em Cingapura.

A produção mundial de toner mundial, alcançou seu pico em 2006, com 230 mil toneladas/ano. A produção atual é de 190 mil toneladas/ano, com a projeção estável para os próximos 3 anos, apesar do crescimento do uso de smartphones e tablets. Embora se fale muito em toner químico, a produção de toner químico só representa 20% da produção, sendo a fabricação do toner tradicional a mais comum. Muitas das fábricas que não são de originais sofrem por falta de investimento em tecnologia e estão sendo pressionadas cada vez mais por preços baixos.

As novas tecnologias de toner vieram para ficar e cada vez mais haverá cartuchos coloridos com toner químico e também toner monocromático com uma fusão a temperaturas baixas e menor consumo de energia. A fabricação de toner “Eco-friendly” pela Kodak, Mitsubishi e o Palmotoner provaram-se muito caros e as fabricas já encerram produção. Vale ressaltar que o toner “Eco-friendly” tinha uma parte do toner feita de resina de grão e vegetais, mas não era 100% ecológica e com um custo de produção altíssimo, o que o tornou insustentável.

O mercado de toner MICR para impressão de cheques continua com um nicho de mercado interessante. Ainda hoje vários bancos consomem grandes volumes de cartuchos com toner MICR, que recentemente ganhou o “Anti-forgery Dye”, que é uma proteção que torna o cheque marchado quando há tentativa de apagar ou lavar os dados do cheque. O fabricante TROY também lançou o “UV MICR SEDURE TONER”, que torna fluorescente algumas informações quando estiver sobre uma luz UV.

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